A GPA na Volta à Ilha: uma trajetória de conquistas
A Volta à Ilha é, sem exagero, uma das provas mais esperadas do calendário de corrida em Florianópolis. E a GPA Assessoria Esportiva marca presença nela todos os anos, com equipes que deixam tudo na pista, na trilha e na areia.
E os resultados falam por si. Em 2023, a equipe GPA conquistou o terceiro lugar na categoria Elite Masculina. Em 2024, subimos mais um degrau e fomos vice-campeões na Elite Feminina. E em 2025, o resultado que coroou esse trabalho: a GPA foi campeã da Elite Feminina e vice-campeã na categoria Dupla Masculina.




Uma evolução construída treino a treino, semana a semana, com planejamento, dedicação e muita vontade de fazer bonito na prova mais icônica da ilha.
Só em 2025, a GPA levou 38 atletas para a Volta à Ilha, com equipe masculina, equipe feminina (campeã!), dupla masculina (vice-campeã) e ainda vários alunos espalhados em outras equipes. É a força de uma comunidade que treina junta e se apoia dentro e fora da prova.
E tem mais: o @ultragico, atleta GPA treinado pelo nosso head coach Gustavo Pinto desde 2010, completou a Volta à Ilha inteira sozinho, correndo todos os 140 km em pouco mais de 20 horas. Um feito que pouquíssimos corredores conseguem realizar e que mostra o que é possível quando existe preparação séria e acompanhamento de verdade.
Em 2026, a GPA estará novamente em peso na largada: equipe feminina, equipe masculina, dupla masculina e vários atletas representando a assessoria de corrida em outras equipes. Ao todo, serão 30 atletas GPA dando a volta na ilha.
Se você quer fazer parte dessa história, seja na próxima Volta à Ilha ou em qualquer outro desafio de corrida, esse é o momento de dar o primeiro passo.
Volta à Ilha 2026: a maior corrida de revezamento da América Latina
A 29ª edição do Revezamento Volta à Ilha acontece no dia 11 de abril de 2026 (sábado), com largada às 5h30 no Trapiche da Beira-Mar Norte, em Florianópolis. Organizada pela Eco Running desde 1996, a prova reúne até 400 equipes e cerca de 4.000 atletas que percorrem juntos 140 km ao redor da Ilha de Santa Catarina.
Não é uma corrida comum. É um dia inteiro de aventura em equipe, passando por 20 praias, trilhas de Mata Atlântica, dunas, montanhas, estradas de terra e trechos de asfalto. Cada equipe pode ter de 2 a 15 corredores, distribuídos em categorias como Elite, Mista, Feminina, Veterana e Participação. Os atletas se revezam nos 19 postos de troca espalhados pela ilha, e a estratégia de escalação (quem corre cada trecho) é parte fundamental do desafio.
Informações gerais da edição 2026
- Data: 11 de abril de 2026 (sábado)
- Largada: 5h30, Trapiche da Beira-Mar Norte, Centro, Florianópolis
- Distância total: 140 km divididos em 19 trechos
- Equipes: até 400 equipes (2, 4, 8 a 15 corredores)
- Categorias: Elite, Mista, Feminina, Veterana (45, 60 e 70), Dupla, Quarteto e Participação
- Inscrições: pelo site ecorunning.com.br/voltaailha
- Valores: de R$ 268 a R$ 1.072 por equipe (conforme categoria e lote)
Os 19 percursos da Volta à Ilha: trecho a trecho
Cada trecho da Volta à Ilha tem personalidade própria. Variam em distância (de 4 a 16 km), tipo de terreno e nível de dificuldade. Conhecer bem cada um deles é essencial para montar a escalação da sua equipe de forma inteligente, colocando os corredores certos nos trechos certos.
Abaixo, um resumo dos trechos com base nas informações oficiais e nas edições anteriores. Importante: os percursos podem sofrer pequenos ajustes a cada edição, então consulte sempre o regulamento oficial 2026 para os dados definitivos.

Trecho 1: Beira-Mar Norte a João Paulo
Distância: ~7,2 km | Dificuldade: Fácil | Terreno: Asfalto
O trecho de abertura. A largada acontece no Trapiche da Beira-Mar Norte, ainda de madrugada, e o corredor segue pelo asfalto em direção ao bairro João Paulo. É um trecho rápido e relativamente plano, ideal para começar a prova com bom ritmo. A adrenalina da largada toma conta de todo mundo.

Trecho 2: João Paulo a Cacupé
Distância: ~4 km | Dificuldade: Fácil a Moderado | Terreno: Asfalto e estrada
Trecho curto que segue em direção ao norte da ilha. A paisagem começa a mudar, com o mar aparecendo entre as curvas. Boa opção para corredores em fase de adaptação ou para quem quer um trecho mais leve na escalação.

Trecho 3: Cacupé a Santo Antônio de Lisboa
Distância: ~5 km | Dificuldade: Moderado | Terreno: Asfalto e beira-mar
Um dos trechos mais charmosos da prova. O corredor passa por Sambaqui e chega a Santo Antônio de Lisboa, um dos vilarejos mais bonitos de Florianópolis, com casario açoriano e vista para o continente. Terreno predominantemente plano com algumas ondulações.

Trecho 4: Santo Antônio de Lisboa a Daniela
Distância: ~6 km | Dificuldade: Moderado | Terreno: Estrada, praia e trilha
Saindo de Santo Antônio, o percurso segue pela costa até a Praia da Daniela, com trechos em areia e pequenas trilhas. Aqui já começa a mistura de terrenos que é a marca registrada da Volta à Ilha.

Nesse trecho os atletas pegam carona no banana boat em parte do percurso.

Trecho 5: Daniela a Jurerê (Forte de São José)
Distância: ~5,1 km | Dificuldade: Moderado | Terreno: Trilha e praia
Trecho que combina trilha no meio da vegetação com corrida na areia. O corredor passa pelo Forte de São José da Ponta Grossa e segue pelas praias de Jurerê Internacional e Jurerê Tradicional. Cenário lindo, ritmo moderado.

Trecho 6: Jurerê a Cachoeira do Bom Jesus
Distância: ~5,3 km | Dificuldade: Moderado | Terreno: Praia
Seguindo pela costa norte, o corredor percorre as praias de Canajurê e Canasvieiras até chegar a Cachoeira do Bom Jesus. Trecho predominantemente em areia, mas sem grandes elevações. Aproveite a vista, porque o próximo trecho vai exigir tudo de você.

Trecho 7: Cachoeira do Bom Jesus a Praia Brava
Distância: ~10,4 km | Dificuldade: Muito difícil | Terreno: Praia, trilha e subida forte
Aqui o bicho pega. Um dos trechos mais temidos da prova. Os primeiros quilômetros passam por Ponta das Canas e Lagoinha, e depois começa uma trilha com subida intensa até a Praia Brava. São cerca de 3 km de subida pesada, especialmente no início. Esse trecho pede um corredor forte, com boa capacidade de subida e experiência em trilha.


Trecho 8: Praia Brava a Ingleses
Distância: ~5 km | Dificuldade: Moderado | Terreno: Praia e asfalto
Após a pancada do trecho 7, esse trecho oferece um respiro. Descida até a Praia Brava e seguindo em direção a Ingleses, um dos bairros mais movimentados do norte da ilha. Terreno mais amigável para recuperar o ritmo da equipe.

Trecho 9: Ingleses a Santinho
Distância: ~5 km | Dificuldade: Moderado a Difícil | Terreno: Praia e trilha
Ligação entre duas praias lindas, passando por areia e trilha. Começa a transição para a parte leste da ilha, que reserva alguns dos trechos mais desafiadores.


Trecho 10: Santinho a Moçambique
Distância: ~8,4 km | Dificuldade: Difícil | Terreno: Trilha, areia e dunas
Prepare-se para as famosas Dunas do Santinho. Esse trecho combina trilha em areia, passagem pelas dunas e chegada pela estrada da Praia do Moçambique. A areia fofa castiga as pernas e exige um corredor com resistência e paciência.


Trecho 11: Moçambique a Barra da Lagoa
Distância: ~5,7 km | Dificuldade: Muito difícil | Terreno: Areia fofa
Pode parecer pouca coisa nos números, mas esses 5,7 km são inteiros em areia fofa ao longo da Praia do Moçambique. É um trecho que desgasta muito. Cada passada pede esforço dobrado. Ideal para corredores que têm experiência em praia e boa base aeróbica.


Trecho 12: Barra da Lagoa a Joaquina
Distância: ~8,1 km | Dificuldade: Difícil | Terreno: Asfalto, morros e trilha
Saindo da Barra da Lagoa em direção à Joaquina, o corredor enfrenta os morros da região da Praia Mole. Subidas e descidas constantes que testam pernas e fôlego. A recompensa é a vista espetacular do litoral leste.


Trecho 13: Joaquina a Campeche
Distância: ~6 km | Dificuldade: Moderado a Difícil | Terreno: Praia e areia
A Praia da Joaquina dá o tom: areia firme perto da água, mas areia fofa se você se afastar. O percurso segue pela costa até o Campeche, com a vista da Ilha do Campeche no horizonte. Trecho que exige gestão de energia.

Trecho 14: Campeche a Armação
Distância: ~7 km | Dificuldade: Moderado | Terreno: Praia e estrada
Continuando pelo litoral sul, o corredor segue pela Praia do Campeche até a Armação. O terreno varia entre areia e asfalto. Trecho de transição antes da parte final, e mais pesada, da prova.


Trecho 15: Armação a Pântano do Sul / Açores
Distância: ~5 km | Dificuldade: Moderado a Difícil | Terreno: Estrada e trilha
Descendo para o extremo sul da ilha, passando por comunidades de pescadores tradicionais. Trecho com charme e que antecede o temido Morro do Sertão.

Trecho 16: Açores / Morro do Sertão (o “Morro Maldito”)
Distância: ~16,4 km | Dificuldade: Muito, muito difícil | Terreno: Asfalto, trilha em barro, subidas e descidas íngremes
O trecho mais longo e mais temido de toda a Volta à Ilha. Conhecido como “Morro Maldito”, ele exige tudo do corredor: subidas e descidas brutais, trilhas em barro, trechos de asfalto e passagem pelo Ribeirão da Ilha, com suas casas coloniais. Quem escala esse trecho precisa estar muito bem preparado fisicamente e mentalmente. É o ponto alto (literalmente) da prova.


Trecho 17: Tapera a Via Expressa Sul
Distância: ~15,2 km | Dificuldade: Difícil | Terreno: Asfalto e estrada
Depois do Morro do Sertão, ainda não acabou. São mais de 15 km passando pela Tapera, Base Aérea, Trevo da Ressacada e Trevo da Seta. Trecho longo em terreno mais regular, mas que chega num momento em que o cansaço acumulado da equipe é grande. Resistência e força mental são fundamentais aqui.

Trecho 18: Via Expressa Sul a Saco dos Limões
Distância: ~4 km | Dificuldade: Fácil | Terreno: Asfalto
Trecho de ligação, todo em asfalto, que prepara o terreno para o grand finale. A Ponte Hercílio Luz já começa a aparecer no horizonte e a torcida vai ficando mais próxima.


Trecho 19: Saco dos Limões a Beira-Mar Norte (Chegada)
Distância: ~6 km | Dificuldade: Fácil | Terreno: Asfalto
O último trecho. O corredor passa pela Passarela Nego Quirido, segue pelo Centro Sul e, quando a Ponte Hercílio Luz aparece, é hora de chamar toda a equipe para cruzar junta a linha de chegada na Beira-Mar Norte. É o momento mais emocionante do dia, aquele em que todo o esforço coletivo se transforma em celebração.


Dicas de preparação para a Volta à Ilha
A Volta à Ilha não é uma prova que se resolve no improviso. Aqui vão algumas dicas para você e sua equipe chegarem preparados no dia 11 de abril:
Estude os trechos e escale com inteligência. Coloque os corredores mais fortes em trilha e subida nos trechos difíceis (7, 10, 11, 16) e use corredores de velocidade nos trechos de asfalto plano (1, 18, 19). O resultado da equipe depende dessa estratégia.
Treine no terreno. Areia fofa, trilha em barro e subida íngreme são completamente diferentes de correr no asfalto. Se você vai pegar um trecho de praia ou trilha, treine nesses terrenos antes. Em Florianópolis, não faltam opções para simular as condições da prova.

Cuide da logística. A equipe precisa de veículo para se deslocar entre os postos de troca. Planeje as rotas, os horários estimados e tenha um motorista dedicado que conheça bem a ilha. Congestionamento nos acessos pode custar minutos preciosos.
Alimentação e hidratação começam antes. O dia começa de madrugada e vai até o fim da tarde. Leve água, isotônicos, géis, frutas e lanches para toda a equipe. Cada corredor deve se alimentar antes e depois do seu trecho.
Atenção ao regulamento. A Eco Running publica o regulamento completo no site oficial. Leia com atenção as regras sobre trocas, horários, documentação e obrigatoriedades para evitar penalidades.

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Nos vemos na Volta à Ilha 2026. E, se depender da GPA, no pódio mais uma vez.